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Crescimento Economico de Angola

O Crescimento real do PIB de Angola registou um ligeiro aumento de 3.4% em 2010, para um valor estimado de 3.5% em 2011, impulsionado principalmente pelos preços do petróleo e por um forte crescimento real do sector não-petrolífero de 7.7%, o que ajudou a compensar os efeitos dos problemas de produção registados no sector petrolífero. Em 2012, o crescimento acelerou para 8.2% e prevê-se que, este ano, o crescimento seja de 7.1%.

Angola continuou a implementar o programa Stand-By Arrangement (SBA) do FMI, que uma apertada disciplina orçamental e monetário e reformas para melhorar o sistema da taxa de câmbio, melhorar a gestão financeira pública, a manutenção de um sistema bancário sólido e a transparência orçamental.

Apesar dos progressos substanciais registados na melhoria das condições sociais, desde 2002, o país ainda enfrenta enormes desafios no que se refere à redução da pobreza, ao desemprego e ao aumento do desenvolvimento humano. O Governo continua a destinar mais de 30% do seu orçamento para gastos sociais. O crescimento de 1.6%, para 33.3% no ano passado, corresponde ao dobro do que será gasto em segurança, defesa e ordem pública.
Visão global

Angola é o segundo maior produtor de petróleo de África, depois da Nigéria, produzindo mais de 1.9 milhões de barris por dia (bpd). Na sequência dos choques provocados pela desaceleração económica mundial e pela forte queda do preço do petróleo, que provocou desequilíbrios orçamentais e na balança de pagamentos, o país tem vindo gradualmente a recuperar.

O crescimento do PIB registou um ligeiro aumento de 3.4% em 2010, para um valor estimado de 3.5% em 2011, impulsionado principalmente pelos preços do petróleo e pelo forte crescimento do sector não-petrolífero de 7.7%, o que ajudou a compensar os problemas de produção no sector petrolífero. O país registou uma taxa de crescimento do PIB de 8.2% em 2012 e deverá registar uma taxa de crescimento de 7.1% , este ano.

Tal crescimento será impulsionado principalmente com o funcionamento do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), orçado em 9 mil milhões USD, que irá permitir o aumento da produção de petróleo para mais de 2 milhões de barris por dia. As pressões inflacionárias mantiveram-se elevadas em 14.5% em 2010, e 13.5% em 2011, principalmente em resultado do forte crescimento da procura interna. Mas, esta pressão caiu em 2012 para 10.0% e deverá cair em 9.4% em 2013.

O país continuou a implementar o Stand-By Agreement (SBA) do FMI (1.4 mil milhões de USD em liquidez), que foi assinado em Novembro de 2009. O SBA tem como objectivo aumentar a disciplina orçamental e monetária, a reforma do sistema de taxa de câmbio; melhorar a gestão financeira do Estado, criar um sistema bancário sólido e aumentar a transparência orçamental.

Em 2011, Angola tomou medidas para rever o regime orçamental, ao criar uma unidade de gestão da dívida e para seguir e controlar os fluxos do sector do petróleo para o orçamento. O Banco Central (BNA) afastou-se temporariamente de um sistema de racionamento da taxa de câmbio para um sistema de leilão. Uma estratégia global para o desenvolvimento do sector privado foi também elaborada. A contracção das despesas de capital e um melhor controlo das despesas, em 2011, permitiu às autoridades fazer o reembolso de atrasados internos no montante de 7.5 mil milhões de USD, que
tinham incorrido desde 2009.

Apesar dos progressos substanciais conseguidos na melhoria das condições sociais desde 2002, o país ainda enfrenta enormes desafios no que se refere à redução da pobreza, ao desemprego e ao desenvolvimento humano.
Eis os indicadores Macroeconómicos
Crescimento real do PIB (%)

2010/2011/2012/2013

3.4; 3.5; 8.2; 7.1

Crescimento real do PIB per capita
0.6; 0.8; 5.5; 4.4

Inflação medida pelo IPC
14.5; 13.5; 10; 9.4

Saldo Orçamental % PIB
6.8; 7.3; 4.7 5

Balança Corrente % PIB
8.9; 13.5; 10.1; 9.8