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BIBLIOGRAFIA DE ANTÓNIO AGOSTINHO NETO

O Drº. Antonio Agostinho Neto formou-se na Universidade de Lisboa, que em 1975 se tornou o primeiro presidente de Angola até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o "Prêmio Lênin da Paz".

O 17 de Setembro é, particularmente para os angolanos, uma data vivida de forma especial, porque se traduz num acontecimento, também muito especial, o nascimento de António Agostinho Neto, 17/09/1922, ou “Dia do Herói Nacional”.

A comemoração da efeméride do nascimento de António Agostinho Neto, foi instituída em 1980, em memória do primeiro Presidente de Angola, aquele que em 11 de Novembro de 1975 proclamou a Independência Nacional, depois de longos anos de colonização portuguesa.

Trata-se de um tributo àquele que é considerado o “guia imortal da revolução angolana”, em reconhecimento à sua grande capacidade intelectual, postura de estadista, lutador, político, homem de cultura e pela sua contribuição na luta de libertação não só dos angolanos mas de outros povos.

Cedo Agostinho Neto assumiu o combate a manifestações negativas como tribalismo, regionalismo, racismo entre outros preconceitos atentatórios à unidade nacional e reconciliação dos angolanos.

Após ter concluído o curso liceal em Luanda, Neto trabalhou nos serviços de saúde. Viria a tornar-se rapidamente uma figura proeminente do movimento cultural nacionalista que, durante os anos quarenta, conheceu uma fase de vigorosa expansão.

Pelo seu envolvimento em actividades políticas experimentou a prisão pela primeira vez em 1951, ao ser preso quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo.

A 11 de Novembro de 1975, após 14 anos de dura luta contra o colonialismo e o imperialismo, proclamou a independência nacional, objectivo pelo qual deram a vida tantos e tão dignos filhos da Pátria Angolana, tendo sido nessa altura investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola, hoje designado como República de Angola.

Agostinho Neto faleceu a 10 de Setembro de 1979 em Moscovo, ex-URSS, vítima de doença. Ele fez parte da geração de estudantes africanos que viriam a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países, naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa ou Guerra do Ultramar como também é conhecida. Neto foi preso pela PIDE e deportado para o Tarrafal, sendo-lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962.